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Entrevistas

Isabel Silva

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Enche-me de orgulho perceber que as pessoas veem em mim um exemplo

Em janeiro deste ano lançou o livro O Meu Plano do Bem, com as suas receitas, hábitos e exercícios.
I.S. É verdade, mas nunca me tinha passado pela cabeça fazê-lo. Acontece que sou apresentadora de televisão e repórter, gosto muito de dizer coisas ao mundo e de comunicar. Paralelamente, tenho o meu estilo de vida: sempre gostei de fazer desporto e sempre tive uma alimentação que não gosto de dizer que é saudável, mas do bem. Comecei a divulgar isso nas redes sociais e, de repente, percebi que as pessoas gostavam do que eu publicava, faziam-me muitas perguntas sobre os temas. Entretanto, recebi convites de várias editoras para editar um livro, mas nunca o quis fazer porque não sei fazer receitas no sentido de quantificar ingredientes, faço tudo a olho e o que cozinho hoje já não é bem igual amanhã. Até que decidi trabalhar com a Manuscrito. Reuni todas as perguntas dos meus seguidores, interiorizei, e comecei a escrever O Meu Plano do Bem.

E quanto tempo demorou o processo?
I.S. As receitas foi a parte que me levou mais tempo. Mas aí tive a ajuda preciosa da Bárbara Tomaz para quantificar os ingredientes. E fui criando os pratos que consumo diariamente. Levei cerca de três meses para escrever o livro.

Mais do que um livro de receitas, este é um livro sobre alimentação saudável, da qual é uma adepta indefetível.
I.S. É verdade. Há quem goste de ciência, há quem goste de política. Eu tenho um profundo fascínio pela alimentação. Gosto de ir para um supermercado descobrir novos alimentos e as suas potencialidades, perceber como é que se conjugam com as especiarias e com outros alimentos e que benefícios é que isso pode ter para o corpo. Não que eu seja uma grande cozinheira – que não sou – até porque às vezes não tenho muito tempo para perder na cozinha e também porque vivo sozinha…

Foi sempre assim, desde miúda?
I.S. Devo muito aos ensinamentos dos meus pais a forma como olho para os alimentos. Sempre fui muito habituada a não comer com regularidade açúcares refinados, fritos… O que não quer dizer que não seja uma lambareira e não goste de comer um pastel de nata, um cheesecake, um doce conventual. E não sou fundamentalista. Se estiverem à minha frente a comer um rissol, um croquete e a beber uma coca-cola, não tenho nada a dizer. Não me meto na vida de ninguém, cada um faz o que quer. Se me perguntarem, posso dar a minha opinião, mas sem nunca criticar, porque eu também não gosto que se metam na minha vida.

É também um livro inspiracional…
I.S. Eu sou feliz a fazer isto, se vocês gostam da forma como eu levo a minha vida, tudo bem. Mas não estou aqui para incentivar as pessoas a correr e a comer como eu. Agora se veem que isto me transforma numa pessoa do bem e isso as inspira, fico superfeliz. Eu gosto de fazer maratonas; há quem possa não gostar. Mas se eu inspirar alguém a tirar o rabo do sofá para ir fazer uma aula de pilates ou nadar, ou se inspirar alguém a não estar sempre a comer porcaria e conseguir mostrar-lhe que a comida do bem também é deliciosa – também engorda e é calórica, mas são tudo gorduras do bem – fico supersatisfeita. E enche-me de orgulho perceber que as pessoas veem em mim um exemplo. Mas nunca quis que as pessoas sejam como eu.

O desporto é outra das áreas fundamentais da sua vida.
I.S. Das coisas que me dá um prazer incrível e que me torna muito feliz é poder fazer desporto todos os dias. Mas isso não significa que leve sempre o corpo ao limite. Hoje vou nadar, amanhã faço alongamentos, no dia a seguir faço um treino na praia em grande velocidade… Gosto de libertar as endorfinas. E depois agradeço à Natureza por me dar saúde para poder fazer isto. Sou capaz de abdicar de uma saída à noite com umas amigas porque gosto de acordar às seis da manhã para ver o dia a nascer e ir correr.

Afirmou que prefere investir no seu “corpo interior” do que perder a cabeça por vestidos e sapatos…
I.S. É verdade! Para mim, ir a um supermercado biológico e perder-me nas compras dos produtos, é o mesmo que muita gente sente quando desce a Av. da Liberdade para comprar roupa. E isso não significa que não seja vaidosa e que não goste de andar bem arranjada. Mas o mais importante é tratar-me por dentro. A minha maior felicidade é ir fazer análises e ver que está tudo incrível. Fico cheia de orgulho: “Olha para este colesterol impecável!”[risos]. Quando estou bem por dentro sinto-me leve e fresca e isso transparece para fora. Às vezes perguntam-me onde vou buscar tanta energia. É aqui! Mas também faço asneiras…

O que faz mais para ser feliz no dia-a-dia?
I.S. A felicidade é feita de pequeninas coisas. Os meus pequenos estímulos diários podem ser coisas tão simples como comer o meu prato favorito, um pastel de nata, estar com uma pessoa que já não vejo há muito tempo, dar um mergulho no mar, apanhar um bocadinho de sol enquanto vou correr, comprar um anel… São esses pequenos estímulos que me tornam mais feliz.

Nunca escondeu a vontade de ser mãe. A chegada de um filho pode alterar o estilo de vida que leva?
I.S. Nunca! Mas de facto, um dos meus projetos de vida é ser mãe, pois quem gosta de partilhar quer ter filhos. No entanto, para isso acontecer, primeiro tenho de conhecer alguém e apaixonar-me; tenho de estar com uma pessoa que me acrescente valor. Já me perguntaram porque é que não tenho namorado. E eu respondi que ainda não encontrei quem me acrescentasse valor. Doutra forma prefiro estar sozinha, porque estou feliz assim.

Em 2014, a Cristina Ferreira disse que a Isabel era uma das suas favoritas para a suceder, que se tornará uma das estrelas maiores da TVI.
I.S. Foi um comentário que me encheu de orgulho e que me deixou super contente. A Cristina Ferreira é quem é, tem a personalidade, a energia e o magnetismo dela, que são incríveis. Já me compararam a ela e se o fizeram no sentido de acreditarem que eu poderei ter a mesma curva ascendente, fico muito feliz. Agora, obviamente que somos pessoas completamente diferentes. Estou muito grata à Cristina e ao Manuel [Luís Goucha] porque comecei no Você na TV! como repórter, em 2011. Cresci muito com os dois, que são muito exigentes, o que me obrigou a ser cada vez melhor. O que ela disse não me assusta, interiorizei e mantenho a minha conduta da verdade e do trabalho.

O que é que gostava de fazer em televisão no futuro?
I.S. Gostava muito de fazer muita coisa. Adorava fazer day time, porque sinto que ainda tenho muito para aprender e esse horário pode dar-me uma estaleca incrível porque se trata de programas diários, de três horas, com os mais diversos temas. E depois há outra coisa: eu gosto de dizer coisas ao mundo, o dia tem energia e eu tenho energia para dar. Gostava também de apresentar um talent show. Mas gosto dos realities e no que estou a fazer [Love on Top] tenho ganhado muita estaleca e estou a crescer imenso como apresentadora.

Tem um Caju na sua vida…
I.S. Foi o Flávio Furtado, um dos meus melhores amigos, que mo deu. É um pug, nasceu em dezembro e está comigo desde março do ano passado. Nunca tinha tido cães e com este foi paixão à primeira lambidela. A partir daí a minha vida nunca mais foi a mesma, o Caju ajudou-me a ser uma pessoa mais calma. E ele é o meu espelho: a alimentação dele é igual à minha, tudo do bem, corro com ele e é muito social, tanto com pessoas como com outros animais.

Respostas Rápidas

Consegue definir-se numa palavra? 
Energia.


O que é que lhe podem dizer sempre?
“Anda correr comigo!”


Ideia de felicidade?
A partilha.


Sonho por realizar?
Ser mãe.


Que defeito é mais fácil perdoar?
A inveja.


O que mais aprecia nos seus amigos?
A camaradagem, a fidelidade.


Lema da sua vida?
É ser do bem!

Amarelo Detox

Ingredientes

° ½ manga
° 1 pêssego
° ½ curgete amarela
° 200 ml de água de coco
° ½ c. de café de curcuma
° ½ c. de café de gengibre
° Arandos q.b.

Preparação

° Coloque todos os ingredientes num copo liquidificador e bata até obter uma mistura cremosa e ligeiramente espessa.
° Sirva de seguida polvilhado com os arandos.

Receita do livro O Meu Plano do Bem, de Isabel Silva
(Manuscrito)

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