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Lisboa dos Arraiais

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5 Bairros tipícos para festejar os Santos Populares

"Rosas aos montões, arcos e balões
Ai como ela ficou, ai Jesus
Eu ia apostar que o próprio luar
Até cá na Bica tem mais luz"

(Excerto da Marcha da Bica, de Frederico de Brito e Alves Coelho)

Bairro da Bica

É um bairro pequeno, que fica entre o Bairo Alto e o Cais do Sodré, mas não perde para os outros, maiores, em atrativos e tipicidade. Composto por um conjunto de calçadas e de escadinhas, coloridos edifícios dos séculos XVII e XVIII, muitos com varandas com vasos de flores e roupa nos estendais, é conhecido pelos seus pequenos bares, pelas coletividades de onde ecoam os sons do fado e, sobretudo, pelo emblemático ascensor que faz a ligação entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz, através da Rua da Bica de Duarte Belo. Com tradições antigas, aqui, as vistas sobre o Tejo não são de ignorar.

Os Bons Malandros

Neste gastropub (restaurante, pesticaria e bar) é possível apreciar-se os mais tradicionais petiscos portugueses vestidos com novas e surpreendentes roupagens. Moelas em molho de tomate e orégãos, choquinhos fritos com molho de iogurte e trio de peixinhos da horta são delícias a experimentar.
Morada: Rua da Bica de Duarte Belo, 51, Lisboa
Tel.: 962 909 572

Bairro da Graça

Diz-se que dos bairros de Lisboa, este é o que tem mais sentimento. Situado junto ao Castelo de São Jorge, tem alma, História e beleza, fatores que têm cativado muitos turistas que encontram ali um local privilegiado para viver. A Graça possui dois miradouros com uma vista soberba, mesmo de tirar o fôlego, sobre a cidade: o Miradouro da Graça, que tem um quiosque e uma esplanada para beber um copo ao final da tarde, e o Miradouro da Senhora do Monte, mais elevado, de onde se pode observar o castelo e as suas encostas.

Tasca do Jaime
Casa aberta há quase 30 anos, a Tasca do Jaime fica no caminho do elétrico 28, em frente ao antigo Royal Cine. É um espaço genuínocomo poucos, despretensioso, tipicamente bairrista, onde se comem petiscos e onde nas tardes de sábados, domingos e feriados se ouve fado vadio pela boca de fadistas de ocasião. Entre as especialidades estão os pasteis de bacalhau, o chouriço assado e o prato de tapas.
Morada: Rua da Graça, 91, Lisboa
Tel.: 218 881 560

"Olhem pra marcha da Graça
Que é o trono de Lisboa
Vejam como vai airosa
Com ar de menina boa "

(Excerto da Marcha da Graça, de Eduardo Damas e Manuel Paião)

Bairro da Mouraria

É o o bairro mais multicultural da cidade sendo a maioria dos seus moradores estrangeiros oriundos do Bangladesh, da China, da Índia, do Paquistão e de Moçambique. No entanto, mantém-se um bairro tipicamente lisboeta, conhecido como o berço do Fado: foi aqui que a mítica Severa, a primeira grande fadista portuguesa, viveu no século XIX. E foi aqui que nasceu o fadista Fernando Maurício e viveu a fadista Mariza. Entre os seus muitos atrativos contam-se a mini-Chinatown, os quiosques da Praça Martim Moniz que servem a cozinha de vários países, e o renovado Largo do Intendente, que ostenta uma das mais belas fachadas em azulejo da cidade.

Zé dos Cornos
Este espaço é reconhecido pelo seu ambiente informal, animado e familiar e pelos seus pratos tradicionais e caseiros, bem servidos e temperados, que fidelizam muitos clientes que por lá almoçam todos os dias.
Entremeada, secretos, codornizes e coelho grelhados, cozidoà portuguesa e chanfana beirã são especialidades.
Morada: Beco dos Surradores, 5, Lisboa
Tel.: 218 869 641

"A marcha da Mouraria
Tem o seu quê de bairrista !
Certos ares de alegria,
É a mais boémia,
É a mais fadista !"

(Excerto da Marcha da Mouraria, de Frederico de Brito e Raúl Ferrão)

Bairro de Alfama

É o mais tradicional e antigo bairro de Lisboa e o segundo mais antigo da Europa. Aqui, o visitante pode perder-se por becos, largos e ruas estreitas e labirínticas, deixando-se guiar pelos sentidos, vendo estendais nas varandas das típicas casas coloridas, admirando as fantásticas vistas sobre o Tejo, ouvindo os sons do fado que ecoam através das portas e janelas de tascas e restaurantes locais. A par da tipicidade e da tradição, Alfama surge moderna também, com antigos armazéns agora convertidos em alguns dos espaços mais na moda na cidade.

Lautasco
A dois passos do Museu do Fado, este restaurantetípico e pitoresco tem uma decoração simples e castiça, com mesas com toalhas de xadrez a alegrar o ambiente, tanto na sala como no pátio. Aqui, a comida guarda sabores tradicionais e alfacinhas e a sardinha nunca falta. Também há sempre pataniscas de bacalhau com arroz de tomate ou de feijão, bacalhau à lagareiro e carne e peixe fresco do dia para grelhar.
Morada: Beco Azinhal, 7-7A, Lisboa,
Tel.: 218 860 173

"Alfama não envelhece
E hoje parece
Mais nova ainda
Iluminou as janelas
Reparem nelas
Como está linda"

(Excerto da Marcha de Alfama, de Amadeu do Vale e Raul Ferrão)

Bairro da Madragôa

Sem limites geográficos precisos, este bairro está situado na freguesia de Santos-o-Velho, junto ao Rio Tejo. Local de cruzamento de culturas diferentes, começou por ser habitado por pescadores e varinas, que apregoavam o peixe com a canastra à cabeça. Aqui, a arquitetura pombalina deixou a sua marca profunda, e ainda hoje o visitante se cruza tanto com modestos pátios e habitações populares como com belíssimos palácios e palacetes. Bairro popular, ligado ao mar, ao Tejo e ao Fado, a Madragoa é um bairro carregado de História e de património cultural que vale a pena conhecer.

Madragoa Café
De ambiente descontraído e cosmopolita, cariz romântico e vintage, este é um restaurante de cozinha portuguesa e mediterrânica. Os pratos são confecionados no momento e mantêm-se fiéis ao sabor tradicional e o atendimento é acolhedor e personalizado. Torricado de conservas nacionais, bacalhau Madragoa e açorda de cogumelos são pratos a experimentar.
Morada: Rua da Esperança, 134, Lisboa
Tel.: 214 005 447

"Madragoa, festiva gaivota
Que grita na lota , que canta e apregoa
Madragoa, salgada e ladina
Vistosa varina , cartaz de Lisboa"

(Excerto da Marcha da Madragoa, de Jorge Rosa e Fontes Rocha)

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